A avaliação por Rubricas – você conhece essas ferramentas?

rubric

Cabe ao professor, no exercício de seu ofício, responsabilizar-se por todo o planejamento do processo didático-pedagógico que deve ocorrer em sala de aula – é ele que faz escolhas de metodologia, de avaliação. No contexto escolar, o professor, em geral, sente grande dificuldade em avaliar.

Muitas vezes, diante desta dificuldade, acaba elegendo os modelos de avaliação como instrumento para punir e vigiar alunos, impondo a eles o “terror da avaliação”. Como afirmou Luckesi (2005), “a escola hoje ainda não avalia a aprendizagem do educando, mas sim o examina, ou seja, denominamos nossa prática de avaliação, mas, de fato, o que praticamos são exames”.

Como afirmam DEPRESBITERIS e TAVARES (2009:9), o uso “apropriado de medidas, com a sua devida integração no processo de ensino e avaliação, é caminho inquestionável na garantia da qualidade de ensino e da aprendizagem”.

Um dos instrumentos atuais que auxiliam na tarefa da avaliação são as rubricas, instrumentos que possibilitam avaliar os resultados de um processo de aprendizagem de forma autêntica, com foco na produção do aluno a partir do conhecimento construído por ele próprio. Conforme escrevem RUSSELL e AIRASIAN (2014:205), elas constituem “um conjunto de expectativas ou critérios claros usados para ajudar os professores e os alunos a se focar no que é valorizado em um assunto, tópico ou atividade”. Contudo, as rubricas só funcionam adequadamente se temos de forma clara o sentido da avaliação que pretendemos.

Outro aspecto importante é que as rubricas devem ser o mais detalhadas o possível para que haja o mínimo de subjetividade (o mínimo, porque a subjetividade sempre ocorrerá, visto que não há procedimento de avaliação que seja totalmente neutro). Ao detalhá-las, é possível perceber que elas oferecem uma descrição do nível esperado de desempenho para cada critério da avaliação: “as rubricas estabelecem critérios para níveis diferentes de desempenho, que normalmente são descritivos, em vez de numéricos” (RUSSELL e AIRASIAN, 2014:205), tornando a avaliação mais adequada, talvez até mais justa.

Você já ouviu falar em rubricas? Como foi sua experiência com elas? Por quê? Deixe seu comentário registrado aqui.

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